11 11UTC novembro 11UTC 2011

Criando hábitos – Exercícios Físicos #CincoAtitudes

A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas saudáveis. Antigamente, existiam duas ideias que tentavam explicar a associação entre o exercício e a saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética a prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra proposta dizia que a atividade física, na verdade, representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Hoje em dia sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam.

No Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo grande importância. As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto.

A atividade física pode e deve ser praticada em qualquer idade. Recomenda-se praticar pelo menos 30 minutos de exercício físico moderado todos os dias. No entanto, algumas práticas se associam a riscos, de forma que um profissional de saúde deve ser consultado antes de se iniciar um programa de atividade física regular. Sabe-se que metade das pessoas em atividade física vigorosa desiste do treinamento em um intervalo de um ano. O segredo é praticar exercícios que sejam excitantes, desafiantes e que tragam um grau de satisfação.

Falta de tempo é desculpa daqueles que perdem tempo por falta de método.”
Albert Einstein

10 10UTC novembro 10UTC 2011

Criando Hábitos – A importância de uma alimentação saudável

Hoje no Trends Brazil fiquei curioso com a tag #gostariaDePerderPeso e resolvi falar um pouco sobre as #CincoAtitudes começando pela alimentação.

A alimentação é uma preocupação constante na rotina das pessoas. Seja para obter um estilo de vida saudável, seja para perder peso, melhorar a saúde ou, simplesmente, satisfazer uma necessidade fisiológica, comer é sempre bom. Contudo, uma nutrição adequada se preocupa com algumas questões importantes: o que, quando, quanto e como consumir os alimentos.

O grande avanço da ciência na área da nutrição transformou o simples ato de comer em uma ferramenta poderosa na promoção da saúde. Uma nutrição adequada é capaz de diminuir o estresse, ansiedade e a irritabilidade, além de facilitar o controle de peso e do humor. Auxilia também no combate a diversas doenças, torna seu tratamento mais eficaz e favorece o paciente com uma recuperação mais rápida.

Não é preciso que você mude toda a sua rotina alimentar de um dia para o outro (seu organismo tem de ser acostumado aos poucos), mas veja algumas ações que você pode, aos poucos, adotar como hábitos:
- Faça pelo menos cinco refeições por dia (comer de 3 em 3 horas intercalando as refeições principais com frutas ou lanches leves).
- Beba bastante líquido. No mínimo 1,5 litro ou 8 copos de água, suco de frutas ou água de côco por dia, para manter o organismo hidratado.
- Dê preferência aos alimentos naturais. Verduras, legumes, vegetais e frutas, são fontes essenciais de vitaminas e minerais.
- Cereais integrais são ricos em vitaminas além de contribuir com as fibras integrais que melhoram o trânsito intestinal, auxilia na prevenção e tratamento do diabetes, colesterol e triglicerídeos elevados.

“Nada jamais continua, tudo vai recomeçar!”
Mário Quintana

7 07UTC novembro 07UTC 2011

Abertas inscrições para Residência Médica no HNSC

As Comissões de Residência Médica do Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão, do Hospital de Olhos, Hospital Santa Catarina, Hospital Santa Isabel e Hospital Santo Antônio, de Blumenau, e do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghane, de Joinville, comunicam que se encontram abertas, de 05 a 25 de novembro de 2011, as inscrições para seleção de candidatos ao preenchimento de vagas nos Programas de Residência Médica. A Prova Unificada será realizada pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB).

No Hospital Nossa Senhora da Conceição há vagas para Residência Médica em Cirurgia, Clínica Médica, Anestesiologia e Radiologia. Confira o edital:

http://www.furb.br/concurso/index.php?cd_edicao=70&tipo=1

Informações da Assessoria de Imprensa

3 03UTC novembro 03UTC 2011

Saúde faz alerta para evitar a Meningite em SC

Devido à confirmação de 14 casos de Meningite Viral desde sexta-feira (21), em crianças de 2 a 9 anos, em Joaçaba, no Oeste do Estado, e outros casos em municípios vizinhos como Erval d’Oeste, Capinzal e Treze Tílias, a Secretaria Estadual da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE), orienta sobre os surtos ocasionais da doença. No Estado, só neste ano foram registrados 191 casos.

A meningite viral geralmente benigna é menos agressiva que a bacteriana. Os casos da doença podem ocorrer isoladamente ou em forma de surto que é algo comum para a época do ano. Pessoas de todas as idades podem contrair a doença, mas a faixa etária de maior risco são crianças menores de cinco anos. Os sintomas são: febre, mal-estar, dores pelo corpo, cansaço e fraqueza, além de rigidez na nuca.

Segundo o diretor da Vigilância Epidemiológica, Luis Antonio Silva, normalmente a doença dura menos de uma semana. “A meningite pode ser curada se for diagnosticada e tratada a tempo. Em caso de apresentar os sintomas procure a unidade de saúde mais próximo da sua casa”, aconselha o diretor.

Como a transmissão pode ser oral, recomenda-se lavar as mãos frequentemente, evitar ambientes fechados e sem ventilação, consumir água tratada, fervida ou clorada e principalmente higienizar os banheiros, lavatórios e bebedouros.

Fonte: Portal SES.

Vídeos interessantes sobre o assunto:

Para as crianças… muito legal!

24 24UTC outubro 24UTC 2011

“Precisamos fazer além do que se pede”

O secretário Roger Augusto destaca a importância de prevenir e promover a saúde.

Diário do Sul – Como o senhor avalia estes seus quase três anos à frente da secretaria de Saúde de Tubarão?

Roger Augusto – É difícil dizer o que de mais importante foi feito na Saúde porque é difícil até dizer o que é importante nesta área. Para listar tudo o que foi feito, seria preciso muitas páginas, porque foram várias ações que melhoraram postos de saúde, por exemplo. Existe uma diferença entre o que as pessoas querem e pedem e o que elas efetivamente precisam, embora as duas coisas andem juntas. O nosso desafio é aproximá-las. Fazer o que as pessoas precisam e atender. Nosso maior desafio foi juntar isso. A maioria das pessoas quer basicamente três coisas: médico, exame e remédio. Com isso, você atende a saúde. Médico no posto para atendê-las, exame para chegar ao diagnóstico e remédio para tratar. Mas a Saúde vai além disso.

Diário do Sul – O que as pessoas pedem atende apenas a necessidade imediata?

Roger – Nós precisamos, ao longo do tempo, trabalhar com a conscientização. A ideia sempre foi, primeiro, atender a estas três demandas. E, neste sentido, avançamos bastante. No atendimento médico, fortalecemos as unidades de saúde. Ainda existem problemas, sempre há o que resolver, mas hoje temos 28 Equipes de Saúde da Família (ESF) e vamos terminar o governo com mais de 30. Isso significa quase 90% de atendimento às famílias, o maior índice entre as grandes cidades. Isso atende a demanda de ter médico na comunidade. Quanto à necessidade de termos remédio, sempre trabalhamos em parceria com a Unisul para a realização de seminários. Montamos uma comissão permanente de assistência farmacêutica para ver qualidade e os itens que devem ser incluídos e modificamos os processos de controle interno. Criamos uma relação municipal de medicamentos, uma lista com os remédios que existem no sistema público de Saúde. Quanto aos exames, a situação melhorou com o consórcio CIS-Amurel. As cotas do Estado e do governo federal aumentaram ao longo dos anos e nós aumentamos as de quase todas as nossas unidades. Mas com o consórcio, resolvemos problemas de maior complexidade, como tomografias, raios-X e exames de laboratório.

Diário do Sul – E o que as pessoas precisam, mas não pedem?

Roger – Esse é o grande diferencial do nosso trabalho. Por exemplo: ações simples e que não custam muito, como o projeto de caminhadas. Ninguém vai reclamar da saúde porque não existe um projeto desses, mas as pessoas que fazem parte desse projeto dão relatos incríveis: “Isso mudou a minha vida. Eu estava deprimida e hoje estou bem, com muito mais saúde, disposição”. Isso de pessoas de 70 anos. Essa é uma experiência que deu certo e precisamos ampliar, levar para os bairros e aumentar o número de pessoas que fazem. Essa é uma ação que as pessoas não esperam e não pedem, mas melhora a saúde. Também investimos muito em campanhas de divulgação para a prevenção de câncer de mama e colo de útero. Em 2008, nós realizamos cerca de 1,8 mil exames de mamografia; em 2009, tivemos campanha e chegamos a 3,6 mil; em 2010, a 5 mil; e em 2011 vamos fechar provavelmente com quase 7 mil. Ao longo dos anos, conseguimos que mais mulheres tivessem uma ação preventiva. E muitas delas não procurariam isso, por falta de informação. As pessoas não têm a cultura da prevenção e da promoção de saúde. Elas querem exame e remédio para resolver o problema.

Diário do Sul – O fato de o prefeito Manoel Bertoncini ser
médico auxilia o seu trabalho?

Roger – Acredito que sim. O Manoel é médico e já foi
secretário de Saúde. Então, ele conhece a realidade e as dificuldades, já sentiu na pele as demandas. E eu tenho que sempre agradecer o apoio que ele tem dado para fazermos as nossas ações. Sempre tivemos muita liberdade, e isso faz a diferença.

Diário do Sul – A construção da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 horas segue essa linha?

Roger – Temos planejado várias ações estruturantes. Devido à burocracia do serviço público, o pronto-atendimento demorou muito mais do que a gente esperava. Esse é o grande gargalo, em todos os níveis do governo: a burocracia. No municipal, no estadual e no federal, ela atrapalha muito os processos internos do sistema público. Mas a partir do momento em que se abrir uma unidade de referência em atendimento de urgência e emergência, deixa-se o hospital com a sua função de atendimento terciário, de alta complexidade, tirando da emergência o paciente cujo problema pode ser resolvido com um serviço de menor intensidade e dando mais qualidade ao atendimento para toda a região. Essa é uma das ações estruturantes mais importantes, como a união do Samu com o Corpo de Bombeiros. Eu tenho certeza de que ela vai servir de exemplo, a longo prazo, para todo o Estado e até para o país. O sistema de saúde precisa ter uma central única de atendimento de urgência e emergência. É uma questão cultural e que vai precisar de tempo, mas vai acontecer aos poucos. Não faz sentido ter dois serviços que não estão interligados. A união do espaço físico foi um primeiro passo, e isso vai avançar para uma central única de ligação e união de logística.

“Tenho 33 anos e tempo para fazer o que mais gosto, que é ser médico. Se algum dia achar que posso ajudar, participo de um processo eleitoral”.

Diário do Sul – A criação do Caps-AD também tem esse caráter?

Roger – Nós não tínhamos um ambulatório para atendimento de dependentes químicos em Tubarão, e essa era uma reivindicação de mais de 20 anos. Ele precisa melhorar e evoluir, mas já está atendendo e recebe mais de 200 pacientes por mês em atendimento ambulatorial, acompanhamento ao longo do dia. Se nós virmos a dependência química como um dos grandes males da sociedade, porque não afeta apenas a saúde, mas também a educação e a segurança pública, por exemplo, é uma ação estruturante pensando a longo prazo, desde que se aumente o investimento. É benefício para toda a cidade. É claro que é uma ilusão achar que vamos acabar com o problema das drogas abrindo um ambulatório, porque o dependente químico tem um tratamento difícil, dificuldade em aceitar o tratamento. Isso demora, só se resolve a longo prazo.

Diário do Sul – Quais as perspectivas para o Centro de Zoonoses?

Roger – O Centro de Controle de Zoonoses, que já recebeu investimento para a estrutura física de cerca de R$ 300 mil e vai receber mais ao longo dos anos para a estrutura interna ser equipada e os profissionais serem treinados, já em 2012. Ao longo dos anos, vamos notar as diferenças, não vamos colher os frutos imediatamente. Se nós esterelizarmos os cães, vamos ver os resultados daqui a cinco ou dez anos, porque ele pode voltar para a rua, mas não vai se multiplicar. Mas para eliminar os problemas de cães de rua e outros animais vetores de doenças precisamos de parcerias. Nada adianta se não tivermos educação, adoção responsável, controle para que não se solte cães na rua.

Diário do Sul – O senhor está atuando pela primeira vez no serviço público. Qual a impressão?

Roger – Eu acredito que seja papel dos políticos do futuro organizar a burocracia do setor público. Não apenas os executivos, mas também os vereadores, deputados e senadores terão que criar medidas que impeçam a criação de gargalos que atrasam processos importantes. Vai chegar uma hora em que vai ser inviável. É preciso manter o controle, mas tornar o processo mais ágil. Mas essa experiência representou um aprendizado que muda para melhor a minha vida como médico. As questões políticas são importantes, mas precisamos separar a política pública da politicagem, do jogo de interesses relativo ao poder. Isso não me agrada, mas a política pública de saúde me agrada e vou sempre participar dela.

Diário do Sul – Isso o motivou a não se filiar a nenhum partido e, portanto, não se candidatar nas eleições do ano que vem?

Roger – A minha decisão de não ser candidato não tem necessariamente a ver com isso. Tem a ver com uma escolha pessoal. Tenho 33 anos e tempo para fazer o que eu mais gosto, que é ser médico. Se algum dia achar que posso ajudar, participo de um processo eleitoral. Mas hoje não é a minha intenção e, por isso, não preciso estar filiado a partido algum.

Diário do Sul – O assunto da região esta semana foi o falecimento do jornalista Ênio Batista, que tinha apenas 43 anos e era saudável, mas sofreu um AVC fulminante. O que se pode tirar de lição deste caso?

Roger – Em primeiro lugar, registro a tristeza de acontecimentos como esse. Mas precisamos saber quantos casos desses existem pelo país. A saúde depende não apenas dos médicos, mas de vários fatores, como os genéticos e ambientais. Em muitas situações, a medicina tem limitações e pouco pode fazer. Precisamos passar para as pessoas além daquilo que elas pedem. Precisamos falar de ações de prevenção e promoção da saúde. Eu uso as redes sociais para falar das cinco atitudes que defendo: alimentação saudável, atividade física, sono adequado, equilíbrio de lazer e ter fé. A fé que eu digo é participar de ações sociais e ter momentos de meditação. Tem coisas que não dependem apenas de tomar o remédio na hora certa, precisamos ter uma visão de saúde mais ampla. Algumas perguntas simplesmente não têm resposta.

Fonte: Diário do Sul.

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